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Title: Valor nutricional de coprodutos agroindustriais e de plantas com potencial forrageiro do Estado da Bahia.
Authors: Silva, Arinalva Maria da
Abstract: O seguinte estudo consta de dois experimentos: no primeiro objetivou-se caracterizar nutricionalmente os coprodutos a seguir: agroindústrias do maracujá, abacaxi, acerola, uva, graviola, cacau; torta de dendê, torta de girassol, torta de amendoim, torta de mamona e torta do licuri; mucilagem e feno sisal; bagaço de cana-de-açúcar; fruto do licuri; raspa de mandioca e resíduo de cervejaria, por meio da composição químico-bromatólogica, fracionamento dos carboidratos e proteínas, digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e nutrientes digestíveis totais (NDT). Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas (médias) e multivariadas de agrupamento com estabelecimento de seis grupos. O grupo G1 (resíduo de cervejaria, torta de girassol, torta de licuri e torta de mamona) apresentou alto teor de proteína bruta (PB), podendo assim ser caracterizado como concentrado protéico; G2 (torta de dendê) apresentou nível muito alto de fibra detergente neutro (FDN) com média concentração em PB, podendo ser caracterizado como volumoso; G3 (bagaço de cana-de-açúcar, fruto do licuri, resíduo de acerola, resíduo de graviola, resíduo de maracujá e resíduo de uva) apresentou nível alto de FDN com baixa concentração em PB, podendo ser caracterizado como volumoso; G4 (feno de sisal, mucilagem de sisal, raspa de mandioca e resíduo de abacaxi) e G5 (resíduo de cacau) apresentaram níveis médios de FDN e alto teor de NDT, podendo ser caracterizados como volumosos energéticos e G6 (torta de amendoim) apresentou alto teor de PB e NDT, podendo ser caracterizado como concentrado protéico e energético. Todos os coprodutos avaliados possuem bom valor nutricional, destacando-se o grupo G6 (torta de amendoim) por ser alimento protéico e energético, além de apresentar alta digestibilidade, sendo, portanto um alimento mais completo para alimentação animal. No segundo experimento, objetivou-se caracterizar nutricionalmente plantas do semiárido com potencial forrageiro, a seguir: algaroba, angico, aroeira, baraúna, canela de velho, espinheiro, flor-de-seda, gliricídia, guandu, icó, icozinho, juazeiro, jurema vermelha, leucena, mandacaru, mandioca, maniçoba, mata-pasto, mororó, palma doce, palma grande, pau rato, pereiro, quixaba, sabiá, são soão, umbuzeiro e velame, utilizando a metodologia supracitada. A análise estatística utilizada foi à descritiva (médias) e multivariada de agrupamento, com estabelecimento de sete grupos. Os grupos G2 (algaroba, gliricídia, leucena, mata-pasto e são joão) e G3 (mandioca e maniçoba) apresentaram valores elevados de PB, portanto, podendo ser considerados volumosos proteicos. Os grupos G1(angico, canela-de-velho, flor-de-seda, guandu, mororó, pereiro e umbuzeiro), G2, G3 e G4 (mandacaru, palma doce e palma grande) apresentaram teores elevados de NDT, portanto, podendo ser classificadas como volumosos energéticos. Enquanto os grupos G5 (icó, pau rato e sabiá), G6 (icozinho, juazeiro e jurema vermelha) e G7 (aroeira, baraúna, espinheiro, quixaba e velame) apresentaram-se como volumosos fibrosos, devido à baixa concentração de energia e médio teor de proteína bruta. Todas as espécies avaliadas apresentaram potencial para uso como forrageira, destacando-se principalmente as espécies do grupo G3, por ser volumosos proteicos e energéticos, além de apresentar alta digestibilidade e índice de valor forrageiro, sendo, portanto um alimento mais completo para a alimentação animal. A diversidade florística encontrada na caatinga apresentou potencial para uso como forrageiras por intermédio do conhecimento das suas características nutricionais e o conhecimento do valor nutricional dos coprodutos possibilita a sua utilização na dieta de ruminantes de forma mais eficiente, para que possam ser utilizados como fontes estratégicas de alimentos em período crítico de escassez de volumoso. Portanto, a utilização de fontes alimentares alternativas com melhor relação custo/benefício pode ser estratégia de grande impacto na viabilidade da pecuária nordestina.
This study is divided into two experiments: the first experiment aimed to characterize nutritionally the following byproducts from agricultural industries: passionfruit, pineapple, acerola, grape, cherimoya, cocoa, palm kernel cake, sunflower cake, peanut cake, castor-oil cake, licury cake, mucilage and hay of sisal; sugar cane bagasse, licury fruit, cassava meal and brewer’s grain by evaluating the chemical composition, carbohydrates and protein fractions, in vitro dry matter digestibility (IVDMD) and total digestible nutrients (TDN). Data were evaluated by descriptive statiscal analysis (means) and gathering multivariate with the establishment of six groups. Group G1 (brewer’s grain, sunflower cake, licury cake and castor-oil cakea) presented high crude protein content (CP), which could be considered as concentrate proteinic; G2 (palm kernel cake) showed very high neutral detergent fiber (NDF) content and intermediate CP content, and could be characterized as forage; G3 (sugar cane bagasse, licury fruit, acerola, cherimoya, passionfruit and grape) has high NDF and low CP contents, being considered also as forage. G4 (hay of sisal, mucilage of sisal, cassava meal and pineapple) and G5 (cocoa) presented intermediate levels of NDF content and high TDN content, which could be characterized as energetic forage and G6 (peanut cake) showed high levels of CP and TDN contents, being characterized as proteinic and energetic concentrate. All of the byproducts evaluated presented good nutritional value, especially G6 (peanut cake) which is proteinic and energetic feedstuff, besides showing high digestibility, hence it follows that is the most complete food for feeding animals. The second experiment evaluted the nutritional content of plants found in the semiarid with forage pontential: Prosopis juliflora, Anadenanthera macrocarpa Benth, Myracrodruon urundeuva Allem, Schinopsis brasiliensis Engl., Cenostigma macrophyllum Tu., Acácia glomerosa Benth, Schumbergera truncate (Haw.), Gliricidia sepium, Cajanus cajan, Capparis jacobine DNE., Capparis yco Mart. ex. Eichler, Ziziphus joazeiro Mart., Mimosa arenosa (Willd). Poiret, Leucaena leucocephala, Cereus jamacaru D.C., Manihot esculenta Crantz, Manihot glaziovii Muell. Arg., Senna obtusifolia, Bauhinia cheilantha (Bong). Steud., Nopalea cochenillifera, Opuntia fícus-indica, Caesalpinia pyramidalis, Aspidosperma pyrifolium Mart., Bumelia sartorum Mart., Mimosa caesalpiniifolia Bebth., Senna macranthera DC, Spondias tuberosa Arruda and Croton campestris Gardn., by the same methodology as described above. Data were evaluated by descriptive statiscal analysis (means) and gathering multivariate with the establishment of seven groups. G2 (Prosopis juliflora, Gliricidia sepium, Leucaena leucocephala, Senna obtusifolia and Senna macranthera DC) and G3 (Manihot esculenta Crantz and Manihot glaziovii Muell. Arg.) groups presented high CP content, being considered as proteinic forages. Groups G1 (Anadenanthera macrocarpa Benth, Cenostigma macrophyllum Tu., Schumbergera truncate (Haw.), Cajanus cajan, Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., Aspidosperma pyrifolium Mart. and Spondias tuberosa Arruda), G2, G3, e G4 (Cereus jamacaru D.C., Nopalea cochenillifera and Opuntia fícus-indica) showed high levels of TDN content, therefore, could be classified as energetic forages. And the groups G5 (Capparis jacobine DNE., Caesalpinia pyramidalis and Mimosa caesalpiniifolia Bebth), G6 (Capparis yco Mart. ex. Eichler, Ziziphus joazeiro Mart. and Mimosa arenosa (Willd.) Poiret) and G7 (Myracrodruon urundeuva Allem, Schinopsis brasiliensis Engl., Acácia glomerosa Benth, Bumelia sartorum Mart. And Croton campestris Gardn.) presented as fibrous forages spite of the low energy content and intermediate CP content. The plants evaluate presented potential use as forages, especially those from group G3, because of their protein and energy content, besides presenting high digestibility and forage value index, hence it follows that is a complete feedstuff for feeding animals. The floristic diversity found in caatinga showed potential for its use as roughage, by the knowledge of their nutritional characteristics; and the knowledge of nutritional values of the byproducts allow their efficient utilization in the diets for ruminants, so they can be used as strategic sources of feedstuffs during the critic period of scarcity of roughage. Therefore, the utilization of alternative food sources with better costs/benefits ratio could be a strategy of a great impact on northeastern ruminant production.
Keywords: Agroindústria
Agroindústria – Resíduos
Nutrição
Nutrição-animal
URI: http://hdl.handle.net/123456789/559
Issue Date: 10-Sep-2013
Appears in Collections:CCAAB - Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (Dissertações)

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